quarta-feira, 3 de março de 2021

Forti Corse

Forti Grand Prix foi uma equipe italiana que teve uma passagem rápida pela F1 na década de 1990, a equipe foi fundada na década de 70 e disputava com sucesso a Fórmula 3 italiana.




A equipe fundada por Guido Forti contou com o apoio do empresário brasileiro Abílio dos Santos Diniz, com a condição que seu filho Pedro Paulo Diniz pilotasse pela equipe italiana.

O primeiro carro da equipe em 1995, Forti FG01, não foi competitivo e a equipe não marcou nenhum ponto em seu campeonato de estreia.


A Forti em vez de comprar de um fornecedor de carro na época, Dallara ou a Lola, preferiu projetar e construir seu próprio carro, o Forti FG01 era um carro desatualizado e acima do peso e muito lento.

O Forti FG01 era o único carro da temporada de 1995 com caixa de câmbio manual. O motor era o Ford-Cosworth ED V8 financiado em grande parte pela Ford do Brasil, desenvolvia menos potência que os motores Renault V10 que era fornecido para a Benetton e Williams.


Roberto Moreno no GP da Inglaterra em 1995

No primeiros GP, no Brasil, Diniz terminou na décima posição, mas sete voltas atrás do vencedor Michael Schumacher. No Grande Prêmio da Argentina , os dois pilotos terminaram a corrida, porém a nove voltas atrás do vencedor Damon Hill, em Imola, no terceiro Grande Prêmio da temporada de 1995, Diniz e Moreno terminaram a sete voltas atrás do vencedor, assim nos três primeiros GP a equipe não se classificou, já que não atingiu os 90% da prova para a contar na classificação.

A equipe era motivo de piada no paddock, era muito mais lenta que as outras equipes de mesmo patamar, como a Pacific, Simtek e Minardi, equipe com orçamentos menores para a temporada de 1995.


Moreno no GP de Mônaco de 1995

https://bandeiraverde.com.br/tag/forti-corse/

Como o orçamento e o regulamento permitia melhorias no carro, seu peso foi reduzido em 60 quilos (limite mínimo de peso era de 595kg) e uma caixa de câmbio semiautomática, além uma caixa de ar e remodelagem da frente da asa, sidepods e monocoque, além do aumento da equipe de técnicos e engenheiros trabalhando nos carros, assim, a equipe tornou-se mais competitiva, e conseguiu terminar todos os GP entre os classificados.

Na nona etapa da temporada de 1995, no GP da Alemanha, os carros da Forti superaram os carros da Pacific pela primeira vez, isso repetiu mais uma vez na temporada.

Na última etapa da temporada de 1995, Diniz chegou em 7. lugar, uma posição de marcar seus primeiros pontos e de sua equipe, Adelaide, GP da Austrália.



Diniz chega em 7. lugar no GP da Austrália em 1995.

No final da primeira temporada a sensação era de fracasso, muito dinheiro gasto e pouco resultado, Diniz tinha sua reputação como piloto de F1 prejudicada, levando alguns anos para provar que não estava apenas no esporte por causa do financiamento, e Roberto Pupo Moreno, piloto experiente não merecia um carro tão ruim em suas mãos.

A temporada de 1996 da F1 para a equipe italiana parecia promissora, com um motor mais potente (Ford Cosworth V8) e a segurança do patrocínio da família Diniz, foi cogitada até uma fusão com a Minardi, que estava com dificuldades. No entanto, Pedro Paulo Diniz assinou com a Ligier, ocupando o assento de Martin Brundle que foi para a Jordan, assim os patrocinadores trazidos por Diniz, como a Parmalat e a Marlboro partiram para a Ligier, o orçamento reduziu e a equipe teve que adotar o carro FG01 aprimorado com motor Ford Zetec-R V8.

No primeiro GP de 1996, Montermini e Badoer não conseguiram classificar para a corrida na Austrália. No segundo e terceiro GP (Brasil e Argentina) conseguiram classificar e terminar em décimo e décimo primeiro lugar nas corridas. Em Nurburgring a equipe ficou novamente fora da corrida, pois não atingiu o 107% na classificação.


Luca Badoer na equipe Forti em 1996.

Depois do GP de Mônaco correram rumores que a Forti não sobreviveria, assim, antes da corrida do GP da Espanha anunciou um acordo com a Shannon Racing. Na corrida da Espanha a equipe apareceu com uma nova pintura verde e branca, confirmando a aquisição de 51% da Forti pela Shannon Racing, mas os dois pilotos não conseguiram classificar para a corrida. Nos próximos GP Canadá e França a equipe conseguiu classificar os dois carros.

Andrea Montermini no GP do Canadá em 1996.

https://www.statsf1.com/pt/forti-fg03-96.aspx

A falência foi consumada nos dois próximos GP, no GP da Inglaterra a equipe estava sem dinheiro, Shannon Racing não pagou pelos 51% da equipe dentro do prazo estipulado após a conclusão do negócio, segundo Guido Forti e começava uma batalha nos tribunais pelos direitos da equipe italiana entre Guido Forti e a Shannon Racing, assim no GP da Inglaterra os carros da equipe apenas aparecem no treino livre.

No GP da Alemanha os dois carros permaneceram desmontados no box durante todo o fim de semana depois que os motores fornecidos pela Ford-Cosworth foi cortado por dívidas. 

A equipe competiu em um total de 27 GP, sem pontuar. A equipe é lembrada em uma época em que os grandes fabricantes de carros, as montadoras, entraram no esporte com um orçamento muito maior, sufocando as equipes menores.


Ficha:


Motores utilizados: Ford EDD e Ford Zetec-R

Primeiro Grande Prêmio: GP do Brasil em 1995.

Último Grande Prêmio: GP da Inglaterra em 1996.

Melhor classificação no mundial de construtores:  - 

Vitórias: -

Pódios: -

Pole Position: -

Voltas mais rápidas: -

Pontos: -


Pilotos:

1995 - Pedro Paulo Diniz e Roberto Pupo Moreno (Brasil)

1996 - Luca Badoer e Andrea Montermini (Itália)


Pneus:

1995 e 1996: Goodyear


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